Álbum de Macau

Saber como era Macau e quem era quem em Macau, antes do aparecimento da fotografia tem um autor, chama-se George Chinnery.

Nascido em 1774, em Londres, Chinnery passou a maior parte da sua vida na Ásia e encontra-se sepultado no chamado Cemitério Protestante mesmo ao lado do Jardim de Camões.

Durante várias décadas Chinnery pintou o que havia para pintar desde Macau a Cantão passando por Hong Kong, deixando-nos em pinceladas precisas a silhueta do Rio das Pérolas.

Mas foi como retratista, que Chinnery haveria de conquistar a sua maior fama.

Também neste campo, poucas figuras do seu tempo se eximiram à sua tela.

Há um álbum imperdível resultado de uma colecção reunida por Anthony Lawrence, de quadros do mestre inglês, que actualmente se encontram espalhados por várias instituições públicas e privadas, principalmente em Hong Kong.

Depois do desaparecimento de Chinnery, a imagem de Macau apenas voltaria a surgir em 1844, através do daguerreótipo, que foi a primeira forma de fotografia, inventada por Daguerriot.

O autor dos primeiros daguerreótipos de Macau foi Jules Ettier, que em Outubro de 1844, dedicou dois dias da sua estada no Oriente, a fotografar o Território.

Pode ver alguns dos trabalhos de Jules Ettier, nesta colecção da autoria de Cecília Jorge e Beltrão Coelho, de que em cima reproduzo a capa de um deles.

São três álbuns que retratam a vida e a história de Macau desde 1844, até 1974.

Para além das imagens da cidade e ilhas, esta colecção debruça-se também, sobre situações e pessoas, mostrando os retratos de figuras e festividades ilustrativas de uma certa maneira de ser e estar macaense.

Esta colecção é afinal uma súmula da arte fotográfica em Macau desde os seus tempos áureos.

Numerosos álbuns de fotografias foram entretanto publicados depois destes, afinal complementando esta obra. Todavia estes foram os pioneiros e por ventura os que mais largo espectro abrangem.

Ver Macau através das imagens é sentir, como a cidade tem mudado vertiginosamente, mas também notar que há tantos flagrantes invulgares, pelos quais passamos no nosso dia a dia e passamos sem ver.

 

Advertisements

Leave a comment

No comments yet.

Comments RSS TrackBack Identifier URI

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s