D. José da Costa Nunes

D. José da Costa Nunes, a figura que deixou o seu nome ligado ao infantário situado na Avenida Sidónio Pais aqui em Macau foi uma das figuras mais destacadas da Igreja Católica ao longo de mais de meio século.

Foi bispo de Macau durante cerca de vinte anos imprimindo a sua marca na vida da igreja, local, mas não só.

Também no plano cultural teve uma acção de destaque principalmente durante os anos 20 do século passado.

Ficaram memoráveis as conferências que produziu nomeadamente no Clube Militar, e o seu papel dinamizador nas tertúlias de então em que pontificavam nomes sonantes da cultura portuguesa, como Camilo Pessanha e outros.

Nascido na ilha açoriana do Pico, D. José da Costa Nunes, veio para Macau ainda antes de concluir o seminário como secretário do bispo D. João Paulino, a quem sucederia em 1923.

Em 1940 é nomeado Arcebispo de Goa e Damão e Patriarca das Índias Orientais.

Mais tarde, 1962 ascende a cardeal por nomeação do Papa João XXIII, tendo tido uma acção influente no Concílio Vaticano II.

Faleceu em Roma em 1976.

Uma ascensão pujante para um homem que fez tudo quanto pode para evitar ser nomeado bispo e que acima de tudo prezava as letras.

Porém o seu talento literário permaneceu ensombrado para a história face à sua faceta de resoluto apóstolo da Igreja.

D. José da Costa Nunes publicou uma considerável bibliografia, ainda que essencialmente dedicada a temas eclesiásticos.

No entanto tenho aqui comigo o volume 7 de uma série das suas obras compilada pela Fundação Macau.

Tem por título “Crónicas”

Nestes textos revela-se o fino estilistas da língua portuguesa, mas também o arguto observador do Oriente social e político.

Leio-lhe um pequeno trecho de um texto que D. José intitulou, Em Plena China, escrito em 1927.

LEIO O TRECHO (no programa Guarda Livros leio de facto o excerto. Neste caso terá que adquirir o livro para o poder ler. É uma pérola da língua portuguesa e de uma certa corrente de pensamento da época)

Crónicas de D. José da Costa Nunes, uma edição da Fundação Macau datada de 1999.

Vale a pena ler.

Creio que ainda restam exemplares na Livraria Portuguesa, ali na Rua das Mariazinhas.

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