Arthur C. Clarke

Arthur C. Clarke.

Os grandes críticos pouco tempo perderam a criticar os seus livros.

Na literatura, a ficção científica sempre foi considerada de cordel semelhante à literatura policial.

São historietas que se lêem nos aviões, nas salas de espera dos médicos, enfim em lugares em que é preciso passar o tempo.

Mas facto é que a literatura policial deixou nomes que ninguém esquece.

Ágata Crhistie, Raymond Chandler, ou o universalmente conhecido Arthur Conon Doyle criador de Sherlock Holms.

Na ficção científica existem também nomes semelhantes, olhados pelos intelectuais como autores menores.

Izak Asimov, Douglas Hill, Ballard, Philip K. Dick, Robert A. Heinlei, Ray Bradbury, ou os mais recentes, e menos conhecidos Samuel Delany e Greg Bear.

Tenho aqui vário autores deste género.

Todos eles nos deixaram uma leitura empolgante passada nos mais diversos universos e tempos e mundos paralelos e fantasias assim.

Não quero discutir diferenças em termos de literatura entre autores policiais e de ficção científica e muito menos criticar diferenças com romancistas e novelistas de ontem e de hoje.

Muito menos entre romancistas consagrados.

Seria possível comparar A. E Van Voght com Dostoyevsky, ou Isak Assimov com Tolstoi?

Claro que não. São coisas diferentes, mas no fundo, no fundo a essência da literatura é a mesma.

Vem tudo isto a propósito da morte recente de Arthur Charles Clarke, mais conhecido como Arthur C. Clarke, nascido em Minehead, Somerset, a 16 de Dezembro de 1917.

Foi um escritor e inventor britânico, autor de obras de divulgação científica e de ficção científica como o conto The Sentinel, que deu origem ao filme 2001: Uma Odisseia no Espaço e o premiado Encontro com Rama.

Desde pequeno mostrou fascínio pela astronomia, a ponto de, utilizar um telescópio caseiro, para desenhar um mapa da Lua.

Durante a Segunda Guerra Mundial, serviu na Força Aérea britânica como especialista em radares, envolvendo-se no desenvolvimento de um sistema de defesa por radar, sendo uma peça importante no êxito na batalha de Inglaterra.

Depois, estudou Física e Matemática no King’s College de Londres.

Talvez a sua contribuição de maior importância seja o conceito dos satélites geostacionários como ferramenta para desenvolver as telecomunicações.

Clarke propôs essa ideia num artigo científico intitulado “Can Rocket Stations Give Worldwide Radio Coverage?”, publicado na revista Wireless World em Outubro de 1945.

A ideia teve aceitação e aqui temos nós os telefones móveis

A órbita geostacionária também é conhecida, desde então, como órbita Clarke.

Em 1956 mudou a sua residência para Colombo, no Srilanka, em parte devido a seu interesse pela fotografia e exploração submarina, onde permaneceu até à sua morte o mês passado.

Teve dois de seus romances levados ao cinema, 2001: Uma Odisseia no Espaço, dirigido por Stanley Kubrick em 1968) e 2010, O Ano do Contacto dirigido por Peter Hyams, o primeiro considerado um ícone tão importante da ficção científica mundial que especialistas lhe atribuem forte influência sobre a maioria dos filmes do género que lhe sucederam.

Arthur C. Clarke, formulou três leis que tratam da relação entre o homem e a Tecnologia, e são elas:

  1. Quando um cientista distinto e experiente de mais idade diz que algo é possível, está provavelmente certo. Quando ele diz que algo é impossível, está muito provavelmente errado.
  2. O único caminho para desvendar os limites do possível é aventurar-se além dele, através do impossível.
  3. Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia.

Inicialmente, era só uma lei, conhecida como a Lei de Clarke, proposta no ensaio, Perigo da Profecia: A Falha da Imaginação, do livro Perfis do Futuro: Um Inquérito dentro dos Limites do Possível, de 1962. Essa primeira lei vinha acompanhada de uma definição sobre o que seria a idade avançada:

“Em física, matemática e astronáutica, significa acima dos trinta anos. Em outras disciplinas, a decadência senil é por vezes adiada até os quarenta anos. Claro que existem gloriosas excepções; mas, como qualquer pesquisador recém-saído da faculdade sabe, cientistas acima dos cinquenta só servem para reuniões de conselho de administração e devem ser mantidos fora do laboratório a qualquer custo.”

A última proposta de Clarke é a de um elevador propulsionado por cabo, capaz de substituir com muito menos custos os dispendiosos foguetões que actualmente se utilizam.

Toda a gente se ri dessa proposta.

Mas C. Clarke responde que o elevador espacial será construído 50 anos depois de todos se deixarem de rir da ideia.

Tenho aqui comigo dois livros da uma imensa biografia.

Este chama-se Expedição à Terra.

É uma das suas menos conhecidas obras.

Este chama-se. – Rendez-vous com Rama e é um dos seu mais aclamados livros e também um dos últimos que escreveu.

Ganhou inúmeros prémios.

Arthur C. Clarke não era definitivamente um escritor de cordel.

Goste-se, ou não de ficção científica Clarke, tal como Izak Asimov vai ficar tal como Júlio Verne na história do futuro.

Volto para a semana com mais livros, autores e imaginação.

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