The Messianic Legacy

O Livro de Dan Brown chamado The Davinci Code, ou na tradução portuguesa, o Código de Davinci provocou uma controvérsia extraordinária.

Isto Apesar de ser um romance, ou uma novela, como lhe queiram chamar.

Ou seja, pura ficção.

É como o Evangelho Segundo Jesus Cristo de Saramago, que era também ficção e quase igual controvérsia provocou.

Apesar do Código de Davinci ser apenas ficção, como disse, levou a que várias instituições respeitáveis, sérias, credíveis e antigas se pronunciassem sobre ele, nomeadamente o Vaticano, que neste contexto seria a mais interessada das instituições, naturalmente.

Em síntese, o Código de Davinci de Dan Brown especula sobre a possibilidade de Jesus Cristo ter tido vida humana.

A especulação é razoável, tendo em conta que até aos 30 ano Jesus viveu na penumbra social, não se sabendo nada, ou quase nada, da sua vida, tanto em termos bíblicos, como históricos.

Católicos, Ortodoxos e Protestantes, embora estes, um pouco menos, teimam em manter secreta a juventude do salvador dos cristãos.

Teria Cristo Casado?

Teria Cristo tido filhos de Maria Madalena?

Dan Brown calou a resposta à incógnita e fez o romance.

E no romance, o filho de Jesus atravessou; o Mediterrâneo, até França, onde se deduz que cresceu e viveu a juventude até se tornar Rei dos franceses não se sabe como.

Mas assim certo é na novela, claro, que teria de facto iniciado a dinastia Merovíngia.

Os documentos históricos desmentem a ascendência divina da dinastia merovíngia.

Os merovíngios eram uma família de senhores feudais igual a tantas outras que ascendeu na guerra e pouco cultivaria o intelecto.

A dinastia durou pouco sendo substituída pelos Carolíngios que tiveram em Carlos Magno o verdadeiro imperador e defensor do catolicismo na Europa e a figura que de facto ficaria não só na história, mas também no imaginário universal.

Quem não se lembra da canção de Rolando, o guerreiro do sacro imperador a combater contra os mouros, a vencer e morrer afinal em triste glória no campo de batalha?

O caso curioso é que Dan Brown propõe no seu romance uma hipótese romântica.

É esta: – uma sociedade secreta, que de facto ainda hoje existe, registada nos cartórios notariais de França, chamada Priorado do Sião, teria ficado encarregada de guardar a descendência de Cristo, ou seja as relíquias do ano zero e o Santo Graal.

Em minha opinião, Dan Brown, limitou-se a reescrever e adaptar prosas e poemas medievais e lendas românticas do século das luzes.

Adaptou-os à escrita actual e fez um best-seller.

Na sua novela, não há rigor histórico, nem tinha que haver.

Há mito e romance.

Dan Brown baseou-se para o que escreveu numa investigação séria sobre o ano zero levada a Cabo por Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln.

Estes três investigadores que trabalham há anos para a BBC consultaram arquivos em vários países, entrevistaram peritos, consultaram tradutores e concluíram as suas investigações com, “Holy Blood Holy Grail”.

Foi deste livro que Dan Bown retirou, como disse, a inspiração para o seu Código de Davinci e que lhe deu fama mundial.

Michael Baigent, Richard Lei e Henry Lincoln, não gostaram que Dan Brown tivesse aproveitado o seu trabalho.

Afinal as suas investigações em termos de edição livreira não tiveram grande sucesso.

Por isso intentaram uma acção judicial contra o escritor, que naturalmente perderam.

Os três tiveram que pagar mais que 30 milhões de dólares americanos em custas judiciais, provavelmente mais do que os lucros que obtiveram com “Holly Blood Holly Grail”.

Mas de facto. O que é que tinha a ver um romance com uma investigação científica?

O processo foi perdido e, na minha opinião bem perdido.

Depois de toda a controvérsia, Michel Beigent, Richard Leig e Henry Lincoln decidiram dar à estampa, “The Messianic Legacy”. No fundo, este livro não é mais do que uma explicação do método de investigação adoptado na feitura de “Hooly Blood Holly Grail”, ou melhor é transformar em livro, notas de pé de página, que ninguém tem pachorra para ler.

No entanto, este último livro, apesar de em minha opinião conter especulação a mais, é a chave de três obras e três mistérios.

Um é o de Dan Brown. O outro é Holy Blood Holy Grail e o último é o que 

tem por título “Messianic Legacy”

Das três obras devo dizer que a de que mais gostei foi “The Messianic Legacy”.

É mais especulativo ainda do que o romance de Dan Brown, mas diz mais coisas acertadas do que os outros dois.

The “The Messianic Legacy” foi editado pela Arrow Books em 2006.

Mas leia apenas, se o tema do Código de Davinci, depois do “flop” que foi o filme protagonizado por Tom Hanks, um Bad Cast, como dizem os americanos, ainda lhe continuar a provocar interrogações. Senão, não vale a pena.

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